A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de Alexandre Franzner Pisetta, acusado de agredir, ameaçar e estuprar a ex-namorada, a jovem Stephany Leal, de 21 anos. A decisão foi proferida pelo juiz João Bosco Soares da Silva, que destacou a gravidade dos fatos e o risco concreto à integridade física e psicológica da vítima.
Alexandre havia sido preso em flagrante nessa quarta-feira (3), após voltar a ameaçar a jovem e descumprir diversas vezes as medidas protetivas impostas pela Lei Maria da Penha. Segundo a decisão, ele foi detido na residência onde morava com a vítima, “local onde tinha acabado de ameaçar e injuriar”, o que configurou o flagrante.
O magistrado apontou que Alexandre já havia descumprido as medidas protetivas reiteradamente, enviando ligações, mensagens, insultos e novas ameaças de morte, inclusive envolvendo um vizinho que teria sido alvo de ciúmes. Conforme a decisão, nada indica que ele deixaria de repetir os atos caso fosse solto.
O juiz citou ainda relatos da vítima de que, nas últimas semanas, Alexandre enviou flores, chocolates e dinheiro ao trabalho dela, telefonou ao pai da jovem tentando restabelecer contato e voltou a ameaçá-la após ver uma foto dela em um bar. Em um dos trechos citados, ele enviou áudios.
“Eu vou me vingar. Esse cara vai aprender a nunca mais mexer com mulher dos outros. E você vai aprender a respeitar homem”, disse.
Tentativa de estupro gravado
Stephany relatou à polícia que, em maio deste ano, Alexandre a espancou e tentou estuprá-la dentro do estúdio de sobrancelhas onde ela trabalhava. Parte da violência foi registrada por câmeras de segurança. Os vídeos viralizaram nas redes sociais nesta semana e mostram a jovem sendo agarrada, arremessada, enforcada e arrastada pelo apartamento.
A vítima contou ainda que, após receber uma foto da jovem em um bar, Alexandre enviou nova sequência de mensagens com ofensas e ameaças, além de encaminhar a imagem de uma arma de fogo em “visualização única”. Ele teria dito que “estava só esperando os dois”.
“Situação pode evoluir para feminicídio”, diz juiz
Na decisão, o juiz afirma que o caso “exige toda cautela” e que há risco real de novos ataques, podendo evoluir para um feminicídio. Ele destacou que a vítima chegou a tentar tirar a própria vida após as ameaças com arma de fogo.
Diante disso, o magistrado manteve Alexandre preso “como garantia da ordem pública”, ressaltando que a libertação seria insegura diante da gravidade e da repetição das agressões.
Mesmo com o acusado detido, o juiz determinou que a vítima continue sendo acompanhada pela Patrulha Maria da Penha e pela equipe psicossocial do Judiciário, que deverá emitir relatórios mensais.
O mandado de prisão preventiva já foi expedido. (Repórter MT)





