Jayme Campos descarta recuar da disputa do Governo de MT

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Senador mato-grossense Jayme Campos - Foto: Divulgação

O senador Jayme Campos (União) avisou que só recuaria de sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso caso Deus, seus pais ou seu filho Jaime Veríssimo de Campos Júnior, ressuscitassem e fizessem um pedido a ele. A declaração foi feita ao Jornal de Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta sexta-feira (30), ao reiterar sua pré-candidatura.

O primogênito de Jayme morreu aos 27 anos em um trágico acidente de carro na Avenida República do Líbano, em Cuiabá, em 2004, quando o cacique era prefeito de Várzea Grande. Seu pai, Júlio Domingos de Campos, morreu em 2007 e sua mãe, Amália Curvo de Campos, morreu em 2021.

“Três pessoas podem fazer. Três. Primeiro é Deus. Segundo é meu pai e minha mãe, se ressuscitarem. E terceiro é meu filho Jaiminho. Caso contrário, sou o candidato. Sou o candidato, com toda a musculatura e energia. Vou disputar a eleição e, com certeza, vencer e fazer um Governo para todo Mato Grosso”, declarou.

Ele voltou a defender que haja um “plebiscito” dentro do União Brasil para que os correligionários decidam a respeito de ter uma candidatura própria ao Executivo. Segundo o cacique, ele tem o apoio da maioria dos correligionários que não querem apoiar o vice Otaviano Pivetta (Republicanos) como defende o governador Mauro Mendes (União).

“Fazer uma pesquisa no partido com uma simples pergunta: o partido gostaria de uma candidatura própria para o governador? Sim ou não? Se o partido falar não, não tem porquê eu ser candidato. Eu tenho certeza absoluta que hoje eu tenho 80%, 90% do partido fechado com a minha possível candidatura. Eu vou fazer essa proposta. Vou pedir uma reunião, já há algum tempo não se reúne. Um partido do tamanho da União Brasil, não tem reunião”, criticou.

Ainda segundo Jayme, Mauro é presidente estadual da sigla e não dono. Além disso, disse ter ‘carta branca’ do gestor para a candidatura. “Minha candidatura já está posta até porque já comuniquei ele (Mauro) no dia em que ele me comunicou que ele iria apoiar o Pivetta. Ele disse fica à vontade porque é um direito meu ser candidato a governador. E, por outro lado, tenho a consciência de que o Mauro não é o dono do União Brasil. O União Brasil é uma instituição partidária, tem que ser discutido de forma responsável, democrática, uma escolha das pessoas que, certamente, poderão ser candidatos”, afirmou. (Folhamax)