Ida de Bolsonaro para a Papudinha gera revolta em bolsonaristas de MT

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Coronel Fernanda, Coronel Assis, Rafael Ranalli e Nelson Barbudo. Foto: Reprodução/RD News

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da sede da Polícia Federal em Brasília para a Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, a “Papudinha”, gerou revolta de políticos bolsonaristas em Mato Grosso. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela condenação da trama golpista.

A deputada Coronel Fernanda (PL) destacou que a decisão de Moraes é mais um abuso cometido contra Bolsonaro, uma demonstração clara de “perseguição” contra o ex-presidente: “A determinação de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para a chamada ‘Papudinha’ afronta garantias legais, compromete o Estado de Direito e não contribui em nada para a pacificação do país. Perseguição política não é justiça. É abuso de poder. É um retrocesso que aprofunda divisões e envergonha a democracia brasileira. Meu total repúdio a mais esse excesso”.

“A defesa pediu prisão domiciliar, o STF mandou para a Papuda. Até onde vai a perseguição?”, questionou o deputado federal Nelson Barbudo (PL). Já vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), considerou “uma completa injustiça e tortura com o nosso presidente Bolsonaro”.

O deputado federal Coronel Assis (União Brasil), também apoiador de Bolsonaro, pontuou que a “Papudinha” oferece melhores condições “com mais espaço e silêncio, sem barulho torturante”, mas que seguirá acompanhando os desdobramentos: “Tudo isso por um crime que não cometeu”.

A Papudinha também abriga o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, e o ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, ambos presos no inquérito da trama golpista. (RD News)