A guerra no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o bolso dos motoristas brasileiros. Além da alta nos preços, algumas regiões do país já enfrentam dificuldades no abastecimento, com registros de escassez de combustíveis.
Em Mato Grosso, a situação acendeu o alerta. Motoristas enfrentaram filas quilométricas em cidades como Água Boa e Nova Xavantina (respectivamente a 730 e 557 km de Cuiabá). Diante do cenário, prefeituras adotaram medidas emergenciais, como a suspensão do uso de veículos oficiais, mantendo apenas serviços considerados essenciais.
Na Baixada Cuiabana, o impacto já é sentido diretamente nas bombas. O preço do diesel ultrapassa os R$ 7, enquanto a gasolina já passa dos R$ 6. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso, os combustíveis acumulam alta significativa desde o início do ano, com aumento superior a 38% no diesel e acima de 50% na gasolina.
A escalada nos preços tem relação direta com o cenário internacional. O barril do petróleo voltou a girar em torno de 100 dólares, patamar mais alto desde o auge da Guerra na Ucrânia. O mercado acompanha com preocupação a situação no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Um eventual bloqueio prolongado pode agravar ainda mais a oferta global.
Mesmo sendo produtor, o Brasil ainda depende da importação de cerca de 25% do diesel que consome. Diante disso, o governo federal monitora o cenário em tempo real. Especialistas alertam que, enquanto a crise internacional persistir, os reflexos devem continuar chegando ao consumidor final. (HNT)





