Grupo conservador é acusado de ameaçar ir armado na UFMT após ato dos estudantes

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O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) denunciou ameaças de um grupo de pessoas ‘conservadoras’ e apoiadoras de Jair Bolsonaro (PL). A conversa ocorreu após a manifestação dos estudantes na última segunda-feira (18). Os usuários ainda ridicularizaram pessoas pobres.

Conforme prints, um dos membros afirma que é preciso ‘agir com Cristo’. Além disso, sugere que o grupo tenha que ir armado, caso os estudantes ‘os ataquem’.

“Posso chamar os docentes pela liberdade, os técnicos, a imprensa e a Polícia. Tenho contato do Paccola (tenente-coronel), ele pode dar uma força. E quem tiver armado, vá, pois eles podem nos atacar”, diz o homem na conversa. A direção do DCE informou que “está acionando a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Federal”.

Além disso, também oficializaram a Reitoria, base da polícia e a Polícia Federal. O mesmo usuário que sugere o uso de armas, afirma em outra mensagem que “pobre gosta de passar fome”.

Manifestação liberada

Decisão do juiz Luis Fernando Voto Kirche, da 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, negou o pedido do deputado federal eleito Abilio Brunini (PL) para que fosse proibida a realização de um ato político por estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) a favor do ex-presidente Lula (PT), que disputa a presidência nas eleições deste ano.

O magistrado, no entanto, atendeu ao pedido de Abílio para que seja retirada uma faixa que foi colocada na UFMT que diz “votar em Lula para derrotar Bolsonaro nas ruas e nas urnas”.

“Por outro lado, no tange ao pedido liminar para impedir reunião política de estudantes do Diretório Central dos Estudantes da UFMT, tendo como pauta a recomposição de orçamento da educação e derrotar Bolsonaro é de bom alvitre, sumariamente recordar o cediço e notório direito de reunião e a liberdade de pensamento e livre manifestação”, disse o magistrado.

Fonte: Gazeta Digital