Governador ameaça prender quem tentar impedir obras do BRT em Cuiabá

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O governador Mauro Mendes (União) afirmou que caso alguém impeça o começo das obras do BRT (Ônibus de Transporte Rápido) em Cuiabá poderá ser preso. O início da implantação do modal já começou em Várzea Grande, mas ainda não tem previsão para começar na capital.

Mauro comentou que a equipe do governo já foi impedida de trabalhar o projeto na cidade, mas, desta vez, isso não ocorrerá novamente.

“Há algum tempo atrás houve isso [trabalhos interrompidos], mas isso está superado. E se alguém for lá tentar barrar as equipes de trabalhar, vamos mandar a polícia e vão prender”, disse em entrevista à rádio Capital FM na terça-feira, 25 de julho.

As obras do BRT ainda não começaram na capital devido a falhas em projetos que foram entregues pela empresa vencedora do certame para construção da estrutura do modal.

Sobre a previsão do início da implantação do sistema em Cuiabá, Mauro se limitou a dizer que isso deve acontecer “pelos próximos dias”.

“Infelizmente, houve toda essa novela terrível aí do tal do VLT durante esses anos todos. E a obra vai entrar em Cuiabá. Nós tivemos um problema de aprovação dos projetos, porque é um RDCI, um regime diferenciado de contratação integrada, que os projetos executivos são apresentados pela empresa vencedora”, disse.

“E houveram ali alguns problemas daquilo que estava especificado com que eles apresentaram. Projeto vai, projeto vem. Mas eles já estão iniciando, já devem estar pelos dias de iniciar as obras aqui também na cidade de Cuiabá. E é claro, o BRT vai ser feito aí na sua integralidade conforme o projeto”, complementou.

Na capital, o principal problema é a autorização para dar início ao projeto. O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), adversário político de Mauro, já declarou que as obras do modal só vão acontecer na cidade “em cima de seu cadáver”, além de ter anunciado que o primeiro projeto apresentado pela equipe do governo foi rejeitado pelos servidores tecnicos da prefeitura.

ELEFANTE BRANCO

A novela do VLT se estende desde 2014, quando o modal deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo. O projeto já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos e foi alvo de operação. Em 2017, após indícios de irregularidades, o Estado rescindiu o contrato com o consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande.

Três anos depois, após o estudo, o governo decidiu mudar o modal e em abril do ano passado divulgou a empresa vencedora do certame que será responsável pela realização das obras do BRT, no valor de R$ 468 milhões. (Fonte: Estadão de MT)