Educação inclusiva, as dificuldades e as boas respostas

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Por: Juliana Domingues Matias

Com o período de matrículas para o próximo ano letivo já em curso ou se aproximando, educadores e pais de alunos especiais ficam mais atentos, no caso em que as crianças com deficiência têm direito à Educação em escola regular, mas são necessários procedimentos específicos para garantir qualidade, atenção e maior foco para melhor produção do ensino.
É importante descobrir quais metodologias e adaptações são necessárias para que a escola – e os professores – estejam bem preparados para receber alunos com necessidades especiais – alguns com algum grau de agressividade, dificuldade da fala, falta de concentração e autismo, em vários níveis. A educação inclusiva engloba vários fatores, que vão desde a estrutura, métodos de ensino, e qualificação dos professores para a tarefa peculiar da educação inclusiva.

Além de receber a matrícula de alunos com necessidades especiais de educação, as escolas precisam oferecer um projeto pedagógico diferenciado e não excludente. As variações, em comparando com o ensino convencional dado aos demais estudantes, são necessárias, dentre elas, a eliminação de barreiras, maior concentração e afetividade, introdução de recursos e tecnologias e a oferta de profissionais do ensino especial com a experiência que a missão exige.

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Ao contrário de anos anteriores, quando o ensino aos alunos especiais era praticado de forma isolada, a atual escola inclusiva se transformou em uma instituição que abre espaço para todas as crianças em um só conjunto. No convívio com todos os alunos, a criança com deficiência deixa de ser “segregada” e sua acolhida pode contribuir muito para a construção de uma igualdade de direitos que foi conseguida com muito trabalho e tem um histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica inclusiva como um modelo de avanço educacional no Brasil e no mundo.

Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) muito se conquistou e os avanços são tamanhos.

Em Cuiabá – e muitos municípios brasileiros -, especialmente no sul e sudeste do País, há experiências extraordinárias do avanço da educação inclusiva, com respostas muito positivas. As políticas consistentes aplicadas, com o aluno especial no mesmo universo dos demais, com o auxílio de educadores especializados e experimentados, ganham a cada ano novos ingredientes, principalmente no tocando à especialização de gestores, monitores e educadores – sempre com a participação da família.

A educação inclusiva é hoje um ponto comum no melhoramento da produção e assimilação do conteúdo educativo. Da mesma forma, observa-se que a integração dos estudantes ajuda- e muito – no desenvolvimento do estudante especial. Ainda haveremos de avançar, mas, certamente, os passos dados até o presente foram muito grandes e significativo. É preciso continuar a luta e o trabalho.

JULIANA DOMINGUES MATIAS é Graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Possui curso de Licenciatura Plena, Programa Especial de Formação Pedagógica para Formadores da Educação Profissional pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), fez Pós-graduação Latu Sensu- Especialização em Gestão Escolar na Universidade de São Paulo (Unicid) e tem experiência na Educação Fundamental 1 e Educação Infantil. Trabalha no Instituto Educacional Nossa Senhora de Fátima- Cuiabá como professora do 2º ano do Ensino Fundamental e trabalha na EMEB Juscelino José Reiners como professora do 1º ano do Ensino Fundamental.