Dilemário confirma candidatura à presidência da Câmara e rechaça favoritismo de concorrente

Fonte:
Divulgação

O vereador Dilemário Alencar (UB) oficializou nesta segunda-feira (23) sua candidatura a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. O parlamentar minimizou as movimentações precoces de seus pares e alertou que vitórias anunciadas antes da hora costumam naufragar no dia do pleito.

A fala surge como uma resposta direta à recente articulação liderada por Ilde Taques (Podemos). Na última quarta-feira (18), Taques reuniu 13 parlamentares em um jantar, consolidando-se, até então, como o nome a ser batido na disputa.

Segundo o vereador, a eleição da Mesa Diretora só ocorrerá no dia 27 de agosto e, pela experiência que tem na Casa, a definição costuma acontecer apenas na reta final.

“Eu tenho experiência de sete eleições de Mesa Diretora e todas foram articuladas e decididas geralmente na última semana que antecede a data da eleição. Tem muita água para rolar debaixo da ponte”, afirmou.

Dilemário disse que pretende apresentar propostas e buscar apoio de forma individual junto aos colegas, sem se preocupar com demonstrações antecipadas de apoio.

“Eu não estou preocupado se tenho dois, três, quatro ou cinco apoiadores agora. O que me importa é ter a maioria no dia 27 de agosto”, declarou.

O vereador também criticou o que chamou de antecipação do debate e afirmou que já viu situações semelhantes em legislaturas passadas, quando candidatos chegaram a anunciar maioria, mas acabaram derrotados.

“Já vi candidato a presidente tirar foto com 18 vereadores e, no dia da eleição, não venceu. Eleição de mesa diretora geralmente é decidida na última semana”, disse.

Apesar da disputa já ter vários nomes colocados nos bastidores, Dilemário afirmou que vai manter a estratégia de diálogo com todos os vereadores e defender a continuidade de ações da atual gestão da Casa. Ele também disse que pretende aproximar ainda mais o Legislativo dos bairros e da sociedade civil organizada.

O vereador negou ainda que tenha fechado qualquer acordo político para viabilizar a candidatura e afirmou que a escolha do próximo presidente deve ser feita exclusivamente pelos parlamentares.

“A eleição deve ser decidida entre os 27 vereadores. O que vou fazer é dialogar com respeito, apresentar propostas e buscar convencer cada um deles”, afirmou. (HNT/OD)