O delegado João Paulo Praisner, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis, afirmou que o advogado e motorista de aplicativo Paulo de Souza Freitas Júnior, de 48 anos, foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte).
Um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do advogado, identificado pela Polícia como Maicon Douglas de Paula Santos, de 27 anos, foi preso nesta quarta-feira (11), no Residencial Celina Bezerra.
Segundo o delegado, ele confessou a autoria do crime e disse ter aplicado um golpe de mata-leão na vítima após o advogado reagir ao assalto.
“Ele confessou a autoria, disse que, juntamente com o comparsa, acionaram esse transporte de aplicativo, e a ideia, segundo ele, era praticar um roubo”, explicou o delegado.
No final da corrida, conforme o depoimento, a dupla pediu para que a vítima seguisse para outro ponto mais escuro da via e teria anunciado o assalto usando uma arma de brinquedo e uma faca.
“Segundo ele, utilizaram um simulacro de arma de fogo e também uma faca para render a vítima. Segundo o interrogatório, a vítima acabou reagindo, em razão dessa reação houve uma luta no interior do veículo, e eles acabaram segurando e aplicando um mata-leão na vítima”, afirmou.
Paulo teria desmaiado, e os criminosos assumiram a direção do veículo, indo para uma região mais distante.
“A vítima não acordou, e eles acabaram amarrando e deixando a vítima no local em que ela foi encontrada posteriormente e seguiram com o veículo nas proximidades do condomínio onde eles residem”, afirmou.
Segundo o delegado Santiago Rozendo Sanches, a equipe trabalhou dia e noite para solucionar o caso.
“Conseguimos identificar o suspeito e dar uma resposta para a família em primeira mão, para a sociedade, para a classe dos advogados e dos motoristas de aplicativo. Infelizmente, o primeiro crime de latrocínio do ano. Nós não registrávamos latrocínio aqui na cidade há quase dois anos, mas certamente a Polícia Civil ofereceu uma pronta e rápida resposta ao caso”, disse.
“Essa investigação foi muito técnica, foi analisado um conjunto de provas que chegaram à formação da opinião da autoridade policial quanto à autoria e à materialidade delitiva, que se trata de um crime patrimonial e não de um crime doloso contra a vida”, completou.
O caso
Paulo desapareceu e foi morto no dia 5 de fevereiro, e o seu veículo, um BYD Mini Dolphin, de cor branca, foi localizado na manhã do dia seguinte, abandonado em uma estrada de chão, aos fundos de uma escola municipal.
Horas depois, o seu corpo foi encontrado em uma área de mata às margens da Rua 10, no bairro Alta Vista Park.
Os vidros dianteiros do carro estavam entreabertos, e três cintos de segurança traseiros estavam cortados. A agenda da vítima estava queimada sobre o banco do motorista, e diversos objetos estavam espalhados no interior do veículo. (Midianews)





