O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) afirmou que a denúncia sobre uma suposta venda Mounjaro na rede pública de Cuiabá não é verdadeira e classificou o caso como um equívoco da própria denunciante, Viviane Siqueira Santana. A informação consta em nota divulgada nesta quinta-feira (26), após a repercussão do caso ocorrido durante evento com o prefeito Abilio Brunini (PL).
Segundo o Conselho, “os fatos narrados não se confirmaram, tratando-se de um episódio decorrente de equívoco da própria declarante”.VApesar de não haver investigação contra médica, o CRM informou que Viviane será notificada a prestar esclarecimentos.
O caso também será encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que vão analisar possível crime de denunciação caluniosa. O Conselho ainda reforçou o impacto de acusações sem comprovação. “O CRM-MT alerta, ainda, que denúncias vazias e irresponsáveis contribuem para acirrar a desconfiança da população em relação aos médicos, o que é extremamente grave. Em um cenário já sensível, esse tipo de conduta pode estimular situações de hostilidade e risco, sobretudo em um país onde, em média, 12 médicos são vítimas de violência todos os dias em unidades de saúde”, traz trecho.
O órgão também citou a postura de autoridades públicas ao tratar do caso. “O CRM-MT destaca, também, que é esperado de agentes públicos, especialmente de autoridades investidas em cargos de alta responsabilidade, como o prefeito Abilio Brunini, cautela e prudência na condução de situações dessa natureza”, finaliza.
O CASO
A denúncia veio à tona na segunda-feira (23), quando Viviane interrompeu um evento no bairro Pedregal e afirmou que uma médica de UPA teria tentado vender o medicamento Mounjaro durante atendimento. Na ocasião, Abilio afirmou que iria registrar boletim de ocorrência e mandar investigar o caso. “Eu cheguei lá uma médica dentro consultório tentou me vender Monjauro, porque eu estava gorda, que as dores que estava sentido era obesidade. Não foi só comigo. Ela fez isso com outras pacientes também. Só que ninguém tem conhecimento de chegar e fazer uma denúncia”, afirmou Viviane na coletiva.
NOTA DO CRM
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) acompanhou a repercussão de declarações públicas feitas por uma mulher identificada como Viviane Siqueira Santana, que alegou a ocorrência de suposta comercialização irregular do medicamento Mounjaro por médica da rede pública municipal, em Cuiabá.
Conforme informações posteriormente divulgadas pelas autoridades municipais, os fatos narrados não se confirmaram, tratando-se de um episódio decorrente de equívoco da própria declarante.
Diante da gravidade das acusações inicialmente apresentadas — ainda que posteriormente afastadas — o CRM-MT informa que a Sra. Viviane Siqueira Santana será formalmente notificada a prestar esclarecimentos perante este Conselho, exclusivamente quanto às circunstâncias de suas declarações públicas, não havendo, neste momento, qualquer procedimento de apuração em face de profissional médica, uma vez que já está evidenciado que os fatos narrados não são verídicos.
Paralelamente, o CRM-MT irá oficiar a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, para que analisem o teor das manifestações públicas realizadas e verifiquem a eventual ocorrência de ilícitos, considerando que, em tese, a conduta pode se amoldar ao crime de denunciação caluniosa, além dos impactos que acusações dessa natureza podem causar à honra de profissionais médicos e à confiança da população nos serviços de saúde.
O Conselho ressalta que denúncias envolvendo a atuação médica devem ser tratadas com responsabilidade, baseadas em elementos concretos e encaminhadas pelos meios institucionais adequados, evitando-se a propagação de informações inverídicas ou precipitadas.
O CRM-MT alerta, ainda, que denúncias vazias e irresponsáveis contribuem para acirrar a desconfiança da população em relação aos médicos, o que é extremamente grave. Em um cenário já sensível, esse tipo de conduta pode estimular situações de hostilidade e risco, sobretudo em um país onde, em média, 12 médicos são vítimas de violência todos os dias em unidades de saúde.
O CRM-MT destaca, também, que é esperado de agentes públicos, especialmente de autoridades investidas em cargos de alta responsabilidade, como o prefeito Abilio Brunini, cautela e prudência na condução de situações dessa natureza, sobretudo ao abrir espaço, em ambiente oficial e coletivo, para a apresentação de denúncias graves sem a devida verificação prévia, o que pode gerar repercussões indevidas e danos à imagem de terceiros.
Nesse contexto, o Conselho também registra a infelicidade da manifestação inicial do chefe do Executivo municipal, que anunciou, de imediato, a adoção de medidas como o registro de boletim de ocorrência, antes mesmo da obtenção de informações mínimas que pudessem confirmar a veracidade dos fatos.
Por fim, o Conselho reafirma seu compromisso com a ética médica, com a apuração rigorosa de denúncias devidamente fundamentadas e com a defesa da boa prática profissional. (Folhamax)





