O médico Rodrigo da Cunha Barbosa, filho do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, deverá usar tornozeleira eletrônica para cumprir parte da pena por crimes de corrupção passiva e participação em organização criminosa, conforme decisão do dia 4 deste mês, assinada pela juíza Mônica Catarina Perri, da Vara de Execuções Penais.
Em 2016, Rodrigo foi condenado a 9 anos, 4 meses e 27 dias de prisão, em regime semiaberto. A defesa dele recorreu da sentença, alegando erro no cálculo da pena e defendendo que o correto seria de 6 anos e 27 dias.
Além disso, argumentou que o acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em 2017, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), garantiria o cumprimento da pena em regime aberto diferenciado.
Já a segunda etapa prevê o cumprimento do restante da pena em regime aberto diferenciado, sem monitoramento eletrônico, com a obrigação de comparecimento mensal à Justiça para informar atividades e endereço.
Ao analisar o caso, a magistrada concluiu que Rodrigo ainda não completou os dois anos da primeira fase, restando 315 dias para o fim desse período.
Operação Sodoma
Rodrigo foi condenado após as investigações da Operação Sodoma, em 2016, que investigava fraudes fiscais durante os mandatos do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa.
O médico, também filho de Silval, chegou a ser preso preventivamente em Cuiabá durante a operação, mas foi solto dias depois.
Segundo a Polícia Civil, ele teria recebido propina durante o governo Silval, entre 2010 e 2014, em esquema liderado pelo pai. (G1 MT)





