Cassado e condenado a prisão, ex-prefeito tenta voltar ao comando de VG

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O PV oficializou a pré-candidatura do ex-prefeito Wallace Guimarães para a Prefeitura de Várzea Grande. A executiva municipal do Partido Verde se reuniu na noite desta segunda-feira (27) para planejar as eleições de 2020.

A opção do médico como candidato também ampliará as chances do PV, que poderá eleger até cinco vereadores com uma candidatura majoritária própria. Também potencializa o pleito democrático ao oferecer uma segunda opção aos mais de 200 mil eleitores do segundo colégio eleitoral de Mato Grosso.

“Vamos levar para os munícipes uma opção de candidato a prefeito capacitado, comprometido, experiente e com serviços prestados, um morador há mais de 30 anos de Várzea grande, como médico, é uma pessoa humana e comprometida com a saúde pública”, diz.

O projeto do PV é eleger o primeiro prefeito por Várzea Grande e fazer ao menos cinco vereadores pelo município no pleito este ano, para isso está costurando alianças com mais cinco partidos. Atualmente, o partido tem os deputados Dr. Gimenez e Faissal como representantes na Assembleia Legislativa, mas pretende ampliar a base estadual e ainda eleger representantes na Câmara Federal e no Senado em 2022.


CASSAÇÃO E PRISÃO

Eleito prefeito de Várzea Grande em 2012, Wallace Guimarães não encerrou seu mandato. Ele foi cassado em maio de 2015 por abuso de poder econômico e “caixa 2” na campanha eleitoral.

Além disso, sua gestão foi marcada por escândalos. Ele foi alvo da “Operação Camaleão”, que apurou um esquema em que uma empresa de sapatos ganhou licitação para reforma de prédios públicos no município.

Outro escândalo que o ex-prefeito se envolveu diz respeito a “Operação Sodoma”, onde ele foi condenado a 12 anos de prisão. Segundo delação premiada do ex-secretário César Zílio, Walace angariou recursos para sua campanha eleitoral por meio de esquemas junto a Secretaria de Administração na gestão de Silval Barbosa.

Empresas ligadas a ele venceram licitações para prestação de serviços gráficos à gestão estadual. Contudo, esses serviços, em sua maioria, não foram prestados, apesar de pagos.

Os recursos, segundo o delator, foram usados para ajudar eleger Walace a prefeito da Cidade Industrial. Apesar de condenado a prisão, o ex-prefeito tem aval jurídico para a disputa eleitoral.

Isso porque, o caso ainda não foi julgado em 2ª instância. Se for analisado pelo Tribunal de Justiça, ele se torna inelegível automaticamente.

Fonte: Folhamax