Casal do CPA cria sorvete de baguncinha e vende mais de 30 litros por dia

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Reprodução/Olhar Conceito

Em 2021, o casal Ricardo Alexandre Soares de Araújo, de 48 anos, e Andrea Ferreira da Silva Araújo, de 44, decidiu transformar a garagem da casa em que moram, no CPA, em Cuiabá, em uma gelateria. Desde que criaram a Bollato, Ricardo e Andrea se dedicam aos sabores regionais como o “Larga de Moage”, um dos sucessos do cardápio, que é feito com base de nata, carne seca, doce de leite e banana da terra frita. Agora, a criação mais recente, sabor Baguncinha com calda de maionese temperada, tem vendido mais de 30 litros por dia.

“Temos sabores regionais no nosso cardápio, sempre mantemos. Meu marido é cuiabano, é daqui do CPA, tem 39 anos que mora aqui, a cultura cuiabana é muito forte na família dele. Sou de Goiânia, mas vim para cá criança, sou pau rodado. Já queria fazer o sabor baguncinha, porque sempre ficamos pensando no próximo”, conta Andrea ao Olhar Conceito.

Ela explica que os sabores especiais são criados para eventos gastrônomicos, como Pizza Fest e o Burguer Fest. No caso do mais recente, a ideia surgiu para compor o cardápio do Festival do Baguncinha, que termina nesta sexta-feira (10), no Parque das Águas, em Cuiabá. A partir de sábado (11), o sabor Baguncinha com calada de maionese temperada estará disponível no Bollato, no CPA.

“Aqui no CPA tem muito baguncinha, é muito forte aqui. Fomos buscar os elementos importantes do baguncinha. Sem maionese temperada, não é baguncinha. Não quisemos fazer uma maionese por conta da questão do armazenamento, então desenvolvemos a versão doce”.

A calda é idêntica às usadas pelos baguncinhas tradicionais em Cuiabá e, para fazer a opção usada no gelato, Andrea e o marido usaram creme de leite ninho e cheiro verde. “O sorvete é uma base de nata com geleia de tomate e morango, vai vinagre balsâmico para dar uma quebrada no doce e bacon caramelizado no açúcar mascavo”.

Para dar conta da demanda, o casal tem trabalhado até durante a madrugada. “Estamos numa correria por conta desse sabor, ontem ficamos até 2h batendo sorvete. Mas tem dado muito certo, as pessoas estão gostando muito e se surpreendendo com o sabor”.

A proposta, segundo a criadora, nunca foi apenas transformar o baguncinha em sorvete, mas quebrar a resistência natural a combinações inusitadas. A ideia era transportar um símbolo da culinária cuiabana para o universo do gelato sem causar estranhamento, apostando em equilíbrio de sabores para conquistar até os mais desconfiados. “A gente não queria que a pessoa pensasse que não combina, que é melhor deixar cada coisa no seu lugar. Quisemos que elas provassem e entendessem a proposta”, explica.

O resultado tem surpreendido o público no festival. “A frase que a gente mais ouve é: ‘não imaginava que ficaria tão bom’”, completa. (Olhar Conceito)