Uma mulher, de 24 anos, revela que foi vítima de violência sexual dentro de uma delegacia. Esse fato grave parece ser apenas o início de uma questão perturbadora que se apresenta ainda mais séria. No interior do Brasil, o encontro com uma jovem que tem relatos perturbadores dos dias em que ficou presa: “O abuso sexual, carnal. Foi o mais difícil para mim, mais dolorido”, relata a vítima.
Atos sexuais forçados. Distorções graves do procedimento policial. A denúncia atinge em cheio a segurança pública de um território conhecido por sua prosperidade.
O principal suspeito é um experiente investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos. 25 deles dedicados aos serviços públicos.
A denunciante é uma jovem de 24 anos, com a identidade preservada. Ela foi presa preventivamente em 08 de dezembro de 2025: “Eles alegam que eu fiz um homicídio”, declara. Além disso, já tinha antecedentes criminais e foi condenada por tráfico.
PRISÃO DA ESTUPRADA
Dois dias depois dessa entrevista, a vítima da denúncia policial teve mandado de prisão expedido por crimes de tortura e organização criminosa. Passou a ser considerada como foragida.
No boletim de ocorrência um registro que chama atenção: ela foi identificada como integrante da organização criminosa Comando Vermelho. A mulher nega.
Coube a uma jovem delegada a missão de investigar os acontecimentos. Layssa Leal, 40 anos, apenas dois anos na região, e o desafio de uma carreira.
Apurar o abuso contra um policial que trabalhava no mesmo local onde ela atua. As primeiras horas na delegacia seguem o rito processual.
As imagens exclusivas as quais o Domingo Espetacular teve acesso mostram os corredores na Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa. A jovem está acompanhada de seu advogado enquanto é ouvida.
A decisão inicial da Justiça é que ela continue presa. No meio da tarde, a denunciante é retirada da cela.
As câmeras do pátio da delegacia registram o momento que jovem é colocada no cofre da viatura. Junto com outras detentas, ela é levada por Manoel Batista, o investigador e por outros policiais para o exame de corpo e delito.
É um procedimento comum antes do preso ser transferido para um presídio. Os relatos de abusos são no período da noite.
Logo após o jantar. No dia seguinte, ela presa é transferida para a cadeia pública de Arenápolis, que fica a 334 quilômetros de Sorriso.
Dois dias depois, ela é solta. O material genético coletado no corpo da vítima é determinante para revelar a identidade de Manoel.
Os resultados indicam que as amostras de DNA coincidem. O caso é investigado pelo Mistério Público de Mato Grosso, mas acabou sendo encaminhado para a mesma delegacia de onde são os relatos de abuso sexual.
O investigador Manoel Batista teve a prisão preventiva decretada. A prisão de Manoel descortina uma série de possíveis irregularidades que estariam acontecendo na divisão de homicídios.
CELULAR DINAMITE
Um celular funcional furtado por uma presa sugere a existência de um grupo secreto de policiais em uma rede social. Nossa investigação tem acesso a áudios e conversas trocadas entre eles. Um deles escreve: “Já vi polícia se apaixonar por bandida várias vezes. Amor de grade”.
Seguido de uma resposta: “Modelo da DHPP”. Em um áudio, identificado com o delegado chefe da divisão, Bruno França, sugere dar um corretivo em um preso durante uma investigação.
Em resposta, um outro investigador diz: “O médico falou que só pode bater em vagabundo a partir da segunda quinzena de março. O jeito é machucar com papel e caneta.” O caso já é visto como uma espécie de revolução, nos usos, costumes e comportamentos policiais de uma das mais importantes regiões do país. (Fontes: R7/Folhamax)





