O ano começou com alerta elevado para o risco de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, em Cuiabá. Já na primeira semana de 2026, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) notificou sete casos de dengue e um de chikungunya. Mas, o dado mais preocupante é a investigação de uma morte no curto período do ano, o que acionou o sinal de alerta máximo do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS).
Até a primeira semana (SE 1), não houve registro de zika, de acordo com dados divulgados pela SMS, que reforça que a principal forma de evitar novos casos e a proliferação do mosquito continua sendo a eliminação dos criadouros. Por isso, intensificou o combate ao Aedes na cidade.
Conforme a SMS, somente na primeira semana deste ano, 24.852 imóveis foram vistoriados, o que resultou em 3.102 depósitos tratados e 484 criadouros eliminados. Em 2025, a vistoria atingiu mais de 1 milhão de imóveis em toda a Capital.
Além disso, o município atualizou o Plano de Contingência para 2026, que agora inclui a vigilância para febre do Oropouche e febre amarela, ampliando a capacidade de resposta frente a possíveis emergências em saúde pública.
A SMS lembra ainda que o ciclo de vida do mosquito, do ovo até a fase adulta, leva de 7 a 10 dias, o que torna fundamental a inspeção semanal de casas, quintais e locais de trabalho. “A orientação é simples: reserve 10 minutos por semana para verificar pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas, caixas d’água e qualquer recipiente que possa acumular água”, destacou por meio da assessoria. “Essa atitude simples é capaz de interromper o ciclo do mosquito e salvar vidas”, completou.
A SMS reforça que há a necessidade de atenção redobrada, especialmente, após o balanço consolidado de 2025, divulgado pelo CIEVS, que apontou a chikungunya como a arbovirose de maior impacto na Capital no ano passado. Em 2025, foram 11.134 notificações de chikungunya, sendo 10.920 confirmados, além de 29 óbitos confirmados e outros nove em investigação, com incidência de 1.234,6 casos por 100 mil habitantes.
No mesmo período, a dengue registrou 2.171 notificações e 1.580 casos confirmados, com um óbito ainda em investigação, enquanto a zika teve baixa circulação, com 15 notificações e 12 confirmações.
“Contudo, mesmo tendo apresentado números menores que a chikungunya em 2025, a dengue segue sendo uma das maiores preocupações das autoridades de saúde, especialmente pelo risco de evolução para formas graves da doença, que podem causar complicações e até levar ao óbito. O registro de uma morte logo no início de 2026 acende um sinal de alerta e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce”, alertou a SMS.
REGIÕES SOB PRESSÃO – Além do monitoramento epidemiológico, a Saúde municipal acompanha de perto o impacto das arboviroses na rede de atenção primária. Análise sobre a distribuição geográfica dos atendimentos mostra que algumas regiões da cidade estão sob maior pressão.
A Clínica da Família, que fica na regional Norte, lidera o número de registros, com 16 atendimentos no período analisado. Após, aparece a Unidade de Saúde da Família (USF) Pedregal seguida da USF Campos Velho, ambas na região Leste, com 10 e 9 assistências, respectivamente. As regiões Norte e Leste devem receber atenção especial, com intensificação das ações de combate ao mosquito e eliminação de criadouros. (Diário de Cuiabá)





