Alerta! Casos de gripe registram um aumento superior a 800% em Cuiabá

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Foto: Erlan Aquino

Cuiabá registra aumento sazonal de síndromes respiratórias. De acordo com dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica do município, até março deste ano, os casos de influenza “A” e “B” tiveram aumento de 824%, comparado ao mesmo período de 2025, com 25 notificações entre moradores da cidade.

Em 2026, o número já chega a 231 confirmações, além de um óbito.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), atualmente, cerca de 35% dos atendimentos nas unidades de urgência e emergência são por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro que abrange desde casos leves, como a gripe, até situações mais complexas.

A avaliação é de que esse cenário se deve à maior circulação de vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da testagem, que permite identificar mais casos.

O levantamento mostra ainda que, levando em consideração pacientes de outras cidades atendidos na Capital, 300 ocorrências foram notificadas neste ano. Somente nas últimas semanas, foram confirmados 49 novos casos.

Apesar disso, houve redução de 54,2% em relação à semana anterior, indicando uma possível desaceleração momentânea, ainda dentro de um cenário de alta circulação viral.

Entre as unidades com fluxo intenso está o Centro Médico Infantil (CMI), que fica no antigo pronto-socorro, no Bairro Bandeirantes.

Por lá, a procura por atendimentos tem sido, especialmente, por conta de doenças típicas do período chuvoso, como bronquiolite e gastroenterite.

Entre os principais sintomas apresentados pelas crianças estão febre, tosse persistente, coriza, congestão nasal, dificuldade respiratória, chiado no peito, vômito, diarreia, dor abdominal e prostração.

A demanda tem mobilizado cerca de 450 profissionais, incluindo médicos pediatras, enfermeiros, técnicos, além de equipes multiprofissionais e administrativas.

O órgão municipal reforça ainda que consultas de rotina, acompanhamento de exames e casos sem urgência devem ser realizados nas unidades de saúde da família (USFs), que estão preparadas para esse tipo de atendimento e funcionam como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A medida é fundamental para manter o fluxo das unidades de urgência voltado aos casos que realmente necessitam de atendimento imediato”, destacou.

Diante do cenário, na madrugada desta terça-feira (31), o prefeito Abilio Brunini percorreu unidades estratégicas da cidade, como a UPA Leblon e o CMI com o intuito de verificar de perto o funcionamento dos serviços e o reforço adotado pelas equipes.

“Estamos em um quadro viral, todas nossas UPAs estão lotadas. Estou de madrugada e a UPA está cheia, a sala de medicação está cheia, o atendimento médico está rápido. Os médicos, inclusive, estão adoecendo”, afirmou.

“O Centro Médico Infantil também está muito cheio, está tendo um quadro viral. Todos os locais estão cheios. Bronquiolite é a maior procura e estamos muito preocupados com isso”, completou.

O gestor ressalta que rede municipal opera em regime de atenção redobrada, com ampliação de equipes, plantões reforçados e monitoramento constante dos casos.

A Prefeitura também aumentou o número de médicos nas UPAs para garantir maior agilidade nos atendimentos, mesmo com a elevação da demanda.

VACINA – A Prefeitura reforça que a vacina contra a influenza faz parte do calendário nacional de imunização e está disponível de forma contínua nas 72 USFs, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde (MS).

Atualmente, a vacinação está direcionada aos seguintes grupos prioritários, como crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; idosos com 60 anos ou mais; puérperas (até 45 dias após o parto, mediante comprovação); povos indígenas (aldeados ou não, a partir de 6 meses de idade); quilombolas; pessoas em situação de rua; e trabalhadores da saúde (serviços públicos e privados).

Outros grupos prioritários são professores do ensino básico e superior (público e privado); profissionais das forças de segurança e salvamento; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros (urbanos e de longo curso); pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como doenças respiratórias crônicas, cardíacas, renais, hepáticas, entre outras.

Já o dia “D” de mobilização da campanha de vacinação contra a influenza, que em boa parte do país foi realizada no dia 28 de março passado, está marcado para ocorreu no dia 25 de abril na Capital, em alinhamento com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). (Diário de Cuiabá)