Advogado que atropelou e matou idosa na FEB segue detido; é acusado de já ter assassinado delegado e esquartejado amante

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Advogado deve passar por audiência de custódia ainda hoje (21), no Fórum de Cuiabá. Foto: Reprodução/RMT

O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos, segue detido pelo atropelamento de Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, ocorrido nessa terça-feira (20). Ele deve passar por audiência de custódia ainda hoje (21), no Fórum de Cuiabá.

Paulo Roberto dirigia uma Toro pela faixa da esquerda na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana da capital, quando atropelou Ilmes, que atravessava a via fora da faixa, e estava a menos de um metro de subir no canteiro central.

Com o impacto, o corpo de Ilmes foi arremessado sobre o canteiro, até a via oposta, sendo atingido novamente por uma Strada que trafegava na outra direção. Ilmes teve as duas pernas separadas do corpo. As partes ficaram espalhadas na via.

O motorista da Strada permaneceu no local. Já Paulo Roberto, enquanto deixava o local do atropelamento, foi perseguido por um policial à paisana que presenciou o acidente, interceptado e conduzido de volta ao local.

Histórico violento

Paulo Roberto possui histórico de crimes e condenações.

Em 1998, no Rio de Janeiro, onde era policial, ele foi acusado de matar um delegado com um tiro na nuca. Após o crime, ele fugiu para Mato Grosso e assumiu a identidade falsa de Francisco de Ângelis Vaccani Lima. Sob esse nome, ele se estabeleceu em Rondonópolis, abriu comércios e constituiu família.

Em 2004, ele cometeu outro crime. Ao suspeitar que sua amante, a estudante Rosimeire Silva, de 19 anos, o traía, ele planejou uma viagem para Juscimeira. Dentro de um motel, ele a assassinou e esquartejou o corpo. Partes foram jogadas no Rio São Lourenço e no Rio das Mortes; a cabeça da vítima nunca foi encontrada. Antes de ser descoberto, ele chegou a consolar a família da jovem.

Condenado em 2006 a 13 anos pelo assassinato do delegado e 19 anos pela morte da amante, Paulo Roberto ganhou liberdade em 2011.

Como advogado, ele chegou a atuar na defesa de outro acusado de duplo homicídio (Geanderson Xavier), ocasião em que afirmou à imprensa que havia “pago na Justiça” pelo que fez e que teria se “apegado a Deus” após cumprir 4 anos e 4 meses em regime fechado.

Por conta dessas duas condenações, o registro dele na Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT) foi cassado. Anos depois, ele se submeteu a um processo de reabilitação e conseguiu obter novamente o registro. (Repórter MT)