O laudo pericial da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) que analisou o atropelamento que matou a idosa Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, concluiu que a caminhonete conduzida pelo advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos trafegava a 102 km/h quando a atingiu.
Nesse trecho da avenida, a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. As informações foram repassadas com ao RepórterMT pelo delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), responsável pela investigação.
Ainda conforme o laudo, finalizado nessa sexta-feira (30), a dinâmica do atropelamento afasta a versão apresentada pelo advogado em depoimento, quando afirmou que teria sido atingido pela vítima. Segundo o delegado, o laudo concluiu também que não houve nenhuma tentativa de frenagem.
“Concluiu que a caminhonete Fiat Toro, que o advogado conduzia, estava trafegando há aproximadamente 102 km/h, em um trecho cuja velocidade máxima era de 60 km/h, e foi a resposável exclusiva pelo atropelamento e morte da vítima”, contou ao RepórterMT.
Questionado sobre marcas de frenagem na via, o delegado respondeu: “Zero”.
O impacto arremessou a idosa para a pista contrária, onde ela acabou sendo atropelada por outro veículo e teve o corpo desmembrado com o impacto.
O atropelamento ocorreu no dia 20 de janeiro. Após o acidente, Paulo Roberto tentou fugir, mas foi interceptado por um policial à paisada que presenciou o atropelamento e o perseguiu, e foi preso em flagrante. O advogado responde por homicídio doloso e por fuga do local do crime.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso determinou a suspensão da carteira profissional do investigado, que também possui condenações anteriores por crimes graves. Atualmente, ele está custodiado no Presídio Mata Grande, em Rondonópolis, após transferência determinada pela Justiça.
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