Abílio diz que o governo Lula cortou verbas para Cuiabá e que obras entregues eram de Bolsonaro

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse nesta sexta-feira (27) que o governo Lula da Silva (PT) cortou verbas e está travando obras na Capital. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que o atraso nas entregas não tem relação com falta de diálogo entre a Prefeitura e o Governo Federal, mas com a falta de repasse para convênios da Caixa Econômica Federal, que deveria ser feito pelo Ministério das Cidades.

Abilio explicou que, como os convênios já existem, não há mais necessidade de diálogo para que o município receba os recursos federais.

“O Ministério das Cidades não está abastecendo essa conta da Caixa Econômica. O contrato, o convênio com a Caixa Econômica Federal existe. Já não há necessidade de fazer tratativas sobre o contrato e o convênio. Agora, o que não está acontecendo é o Ministério das Cidades repassando a esses convênios o valor para que a Caixa Econômica possa repassar aos municípios”, explicou.

A situação, segundo ele, vem causando prejuízos.

“Acaba que traz prejuízos a alguns contratos, como no caso do Serra Dourada e outros bairros aqui no município de Cuiabá”, afirmou.

Apesar das posições políticas de Abilio e do governo Lula serem extremamente contrárias, o prefeito descartou que a falta de repasses tenha relação com questões políticas.

Para Abilio, a questão é puramente orçamentária.

De acordo com o prefeito, se o problema fosse político, o Nordeste estaria com obras em plena execução. Contudo, segundo Abilio Brunini, a região, que possui diversas cidades governadas pelo PT, também vem enfrentando falta de recursos federais.

“Não tem questão política, é uma questão orçamentária mesmo. Eu acredito que, se fosse questão política, cidades onde o PT governa, por exemplo, no Nordeste, não estariam passando pela mesma dificuldade, mas cidades do Nordeste que o PT governa estão passando pela mesma dificuldade que Cuiabá”, afirmou o prefeito.

“O Ministério das Cidades não está repassando recursos para convênios da Caixa Econômica no Brasil inteiro: no Nordeste, no Sul, no Centro-Oeste, em todos os lugares”, acrescentou.

Abilio também rebateu falas do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho (MDB), que esteve na Capital na última semana anunciando a construção de milhares de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida e afirmando que Mato Grosso e Cuiabá estão entre os locais que mais recebem investimentos do Governo Federal.

Segundo o prefeito, não é possível ver obras federais na Capital.

Questionado sobre onde estariam os investimentos mencionados pelo ministro, Abilio ironizou, sugerindo que a população não vê a aplicação dos recursos. Na ocasião, ele relembrou uma emenda do senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), destinada ao município de Jangada. Fávaro, que atualmente atua como ministro da Agricultura, enviou mais de R$ 26 milhões para o município e passou a ser alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).

“Eu acredito que a população toda está vendo esse dinheiro ser aplicado em Cuiabá. A gente olha, em todo canto, uma obra do Governo Federal, né? Só se for em Jangada”, ironizou.

“Você olha a cidade inteira: aonde você vê uma obra do Governo Federal?”, completou.

Abilio afirmou que as obras federais em Cuiabá foram iniciadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Ah, mas tem uma obra do Governo Federal lá no Contorno não sei o quê. Começou com o governo Bolsonaro”, disse.

Por fim, Abilio voltou a criticar Carlos Fávaro, afirmando que a população já está acostumada com o discurso dele e de outros alinhados ao governo de esquerda.

Abilio também declarou que Fávaro está em seu último mandato como senador e que não será reeleito.

“O povo está acostumado com esse discurso já do Fávaro, dos outros. A fila dos ossinhos continua, não conseguiram acabar com isso, não mudaram nada; a picanha não chegou; a gasolina, 7 reais”, disse.

“O Fávaro fala tudo isso porque ele sabe que é o último mandato dele. Acabou! Acabou 2026, acabou Fávaro. O Fávaro vai tentar seguir a vida de outras formas, mas, como senador, ele não vai mais ser senador pelo estado de Mato Grosso, e ele sabe disso”, completou. (Repórter MT)