Em defesa do VLT, Assembleia Legislativa cria grupo de trabalho

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A Assembleia Legislativa aprovou, em sessão ordinária do último dia 13, requerimento de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB) que autoriza a instalação de um grupo de trabalho para acompanhar, sugerir, fiscalizar e analisar os estudos do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que serão feitos pelo governo federal, via Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos.

A proposta surgiu após debate realizado no dia 11 deste mês em uma audiência pública, de autoria do parlamentar, que discutiu a situação das obras do VLT, paralisadas desde o segundo semestre de 2014 ainda que o estado tenha gasto até R$ 1 bilhão com as empreiteiras responsáveis pelo projeto.

“A ideia é discutir com técnicos especialistas e movimentos sociais e comunitários propostas para que o projeto do VLT saia do papel. Essa união de segmentos é importante para verificar a viabilidade técnica e financeira e ainda como o trajeto do VLT pode melhor contemplar a população de Cuiabá e Várzea Grande”, explica o deputado.

O grupo de trabalho a ser criado pelo Legislativo vai agregar as seguintes entidades: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Instituto de Engenharia de Mato Grosso, Associação dos Usuários de Transporte de Várzea Grande, Prefeitura de Cuiabá, Prefeitura de Várzea Grande, Câmara Municipal de Cuiabá e Câmara Municipal de Várzea Grande.

Haverá ainda a participação da  União Cuiabana de Associação de Moradores de Bairros (Ucamb), Federação Mato-Grossense de Associações de Moradores de Bairros (Femab) e  União Coxipoense das Associações dos Moradores de Bairros (Ucam).

VLT

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) foi escolhido como modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande ainda no período anterior à participação de Cuiabá na Copa do Mundo de 2014.

O investimento total a ser feito pelo governo do estado corresponderia a R$ 1,477 bilhão, por meio de um empréstimo contraído junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Após cinco anos, as obras estão paralisadas e sem perspectiva de retorno. No dia 1º de novembro, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a decisão administrativa do governo federal em prorrogar por 120 dias o estudo a respeito da viabilidade do VLT.

A prorrogação do prazo de conclusão do estudo veio do Ministério de Desenvolvimento Regional, por causa da complexidade do modal e do levantamento de informações.

Fonte: hipernotícias