Abilio diz que Cuiabá está virando bolsão de miséria porque o Brasil nunca esteve tão mal

Abilio diz que Cuiabá está virando bolsão de miséria porque o Brasil nunca esteve tão mal
Alta nos preços do mercado de alimentos pressiona o bolso do consumidor. Prefeito relembra fila de ossinhos Foto: Reprodução/RMT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou hoje (29) que o aumento de pessoas em situação de vulnerabilidade e o surgimento de “bolsões de miséria” na capital mato-grossense são reflexos do atual cenário econômico formado no mandato do presidente Lula (PT). A declaração foi dada ao ser questionado sobre apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) referente a problemas sociais e de limpeza urbana no município.

A resposta é ‘faz o L’, né? Mas eu não posso fazer essa resposta. Por que está virando bolsões de miséria? Porque a população está passando dificuldade. O Brasil nunca teve uma situação como está passando hoje. Se você for lá na fila dos ossinhos, está lá, aumentando“.

A fila de ossinhos a qual o prefeito se refere ganhou repercussão nacional em julho de 2021, em meio ao auge da pandemia de covid-19 e à escalada da inflação no Brasil. As imagens de centenas de pessoas vulneráveis enfrentando longas filas sob o sol no Bairro CPA II, em Cuiabá, para receber doações de retalhos de ossos com sobras de carne doados por um açougue, transformaram o local em um dos maiores símbolos do avanço da fome e da miséria no país.

fila dos ossinhos

Fila de pessoas à espera de doação de ossinhos em Cuiabá

Segundo Abilio, programas federais de transferência de renda já não têm conseguido conter o avanço da pobreza. “Se você for nos bairros da nossa cidade, está aumentando as pessoas em condições de vulnerabilidade que, por muitas das vezes, não estão mais conseguindo se manter e nem mesmo programas sociais, como Bolsa Família, conseguem ajudar essa pessoa a ter uma sobrevivência“, completou.

A fala do prefeito reflete o impacto do alto custo de vida sentido diariamente pelas famílias cuiabanas ao irem ao supermercado. Embora levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) tenha apontado uma oscilação negativa pontual de 2,04% na quarta semana de julho, puxada por queda no preço da batata e do tomate, a comida continua cara na capital.

O valor médio da cesta básica fechou cotado a R$ 848,96, patamar que permanece 4,27% mais alto do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando custava R$ 814,16. O cenário confirma que pequenos recuos semanais não foram suficientes para reverter a escalada de preços acumulada, mantendo o orçamento das famílias sempre sob pressão.

Ao falar sobre os bolsões de lixo espalhados pela cidade, o prefeito cobrou maior conscientização dos moradores sobre o descarte de resíduos e vetou qualquer possibilidade de criar incentivos financeiros para quem denunciar infratores ambientais.

Nós não podemos criar recompensa toda hora para alguém que é bom cidadão. Nós temos que criar punição para quem não é um bom cidadão. A pessoa não jogar o lixo num lugar de bolsão, a recompensa é: esse é o seu dever, parabéns cidadão. O maior prêmio é a consciência de que ela está fazendo a coisa certa“, disse. (Repórter MT)

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