Advogados de Carlinhos Bezerra abandonam caso e julgamento é adiado por 10 dias

Advogados de Carlinhos Bezerra abandonam caso e julgamento é adiado por 10 dias
Foto: Reprodução

Os advogados de defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, deixaram o plenário minutos antes do início do julgamento marcado para esta terça-feira (21), no Fórum de Cuiabá. Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff renunciaram à defesa sob a alegação de que muitos documentos comprobatórios foram anexados às vésperas do julgamento, o que impediu o exercício da ampla defesa, além de outras nulidades. Com a manobra da defesa, o Júri foi adiado para 31 de julho, às 9h.

Na sessão desta terça-feira, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, determinou que o réu nomeie nova defesa. Caso novos advogados não se apresentem ao processo, a magistrada intimou o defensor público Marcus Vinícius Esbalqueiro para assumir o caso.

Antes de entrar em plenário, o advogado Elson Marcelino já havia antecipado à imprensa diversos questionamentos quanto o acesso às provas e a garantia de ampla defesa ao réu. Marcelino chegou a acusar o MP de cometer “excessos” para favorecer a comoção popular no caso.

Este processo foi calçado numa inferência da melhor explicação. O Ministério Público utilizou de todo aparato estatal para fomentar a comoção social. É uma tragédia, isso é inegável, só que as questões como são trazidas a público não condizem com a realidade”, defendeu. 

Essa não é a primeira vez que a defesa de Carlinhos Bezerra usa de manobras jurídicas para adiar o júri. Inicialmente, o julgamento estava marcado para o dia 7 de julho, mas foi remarcado sob o mesmo argumento de acesso às provas.

O CASO

Thays Machado era ex-companheira de Carlinhos. No dia de sua morte, em 18 de janeiro de 2023, ela havia acabado de buscar o atual namorado, William Moreno, no aeroporto, em Várzea Grande, quando ambos foram surpreendidos com tiros na calçada do edifício Solar Monet, onde vivia a mãe da vítima.

Thays e William morreram ainda no local. Carlinhos chegou a fugir para uma propriedade rural da família dele, cujo patriarca é o ex-governador de Mato Grosso, Carlos Bezerra. No decorrer do processo, o réu chegou a ser beneficiado com prisão domiciliar, mas voltou à cadeia após violar cautelares. (HNT)