Vídeo: ‘Missionária do CV’ fez postagem cantando louvor horas antes de ser presa
Momentos antes de ser presa na manhã desta quinta-feira, 16 de julho, Rhavenna Almeida publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece cantando um louvor. Apontada pela Polícia Civil como namorada do foragido Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, ela é investigada por suspeita de usar um projeto religioso para prestar apoio ao Comando Vermelho.
Ao terminar a música, Rhavenna declarou: “Eu creio que, na hora certa, a sua vitória vai chegar”.
Rhavenna se apresenta nas redes sociais como designer de sobrancelhas e integrante do projeto Resgatando Vidas, que desenvolvia atividades com detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE).
Porém, segundo a Polícia Civil, a atuação dela ultrapassava a assistência religiosa. A investigada teria mantido relacionamentos íntimos com integrantes da facção e frequentado comunidades controladas pelo grupo criminoso no Rio de Janeiro.
Durante as investigações, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) encontraram fotografias de Rhavenna ao lado de lideranças do Comando Vermelho, criminosos foragidos e homens armados. Em alguns registros, ela aparece segurando armas de grosso calibre.
Os pais da investigada, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também foram alvos da Operação Fariseus e tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos.
De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, a família teria usado o prestígio adquirido por meio da atuação religiosa para favorecer interesses da facção. O projeto seria utilizado para transmitir recados, intermediar contatos entre presos e pessoas em liberdade e manter comunicação com lideranças criminosas.
A Polícia Civil também investiga movimentações financeiras suspeitas e viagens frequentes da família ao Rio de Janeiro. Parte dos deslocamentos teria sido custeada por integrantes da organização criminosa.
Os investigados respondem por suspeita de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar a participação de cada envolvido.
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