Acusado de matar professora em assentamento é caçado por forças de segurança de MT
Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, é procurado pelas forças de segurança de Mato Grosso como o principal suspeito do assassinato da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos. O corpo da vítima foi encontrado na noite da segunda-feira (29), dentro de uma represa no 4º Assentamento, na zona rural do município de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). O caso é tratado como feminicídio.
Conforme já informado pelo RepórterMT, vizinhos relataram que sentiram falta de Adélia, que havia saído pelos fundos de sua propriedade e não havia retornado. Ao procurarem por ela, a encontraram dentro da represa. Adélia apresentava diversas lesões pelo corpo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e retirou a vítima da represa. Uma equipe do posto de saúde também esteve no local e constatou a morte da mulher.
Após as primeiras apurações, Joel Laureano Ferreira, que mantinha um relacionamento com a vítima, foi apontado como suspeito. Ele chegou a ser localizado pela Polícia Civil de Juína, mas fugiu para uma área de mata.
Adélia Cristina de Oliveira Batista era servidora da Secretaria Municipal de Educação de Castanheira e atuava na Escola Municipal José de Alencar, no Vale do Seringal, em uma turma multisseriada de 3º e 4º anos.
Em 2023, ela recebeu o prêmio Alfabetiza MT pela qualidade do ensino oferecido.
Por meio de nota, o município prestou homenagem à professora e destacou sua atuação no serviço público.
“Mais do que uma educadora, Adélia foi uma referência de dedicação ao serviço público. Sua presença marcante, sua serenidade e sua disposição em servir fizeram dela uma profissional admirada por todos que tiveram o privilégio de conviver ao seu lado”, diz trecho da nota.
As aulas e as atividades da rede municipal de ensino foram suspensas nessa terça-feira (30) para que as últimas homenagens fossem prestadas.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio. (Repórter MT)