‘Cuiabá está mais próxima de São Paulo do que muita gente imagina’, diz diretor da Vivart

‘Cuiabá está mais próxima de São Paulo do que muita gente imagina’, diz diretor da Vivart
Reprodução/OD

A expansão do mercado de locação por curta temporada em Cuiabá acompanha uma mudança que, até poucos anos atrás, era associada principalmente a grandes centros urbanos como São Paulo. A avaliação é do diretor da Vivart, Victor Bento, que vê a capital mato-grossense cada vez mais inserida na rota de viajantes, profissionais e investidores que impulsionam a procura por imóveis voltados ao modelo conhecido como short stay.

Em entrevista aoPodOlhar, Bento afirmou que Cuiabá já ocupa uma posição semelhante à de cidades tradicionalmente ligadas a esse tipo de hospedagem, ainda que em escala diferente. “São Paulo é o alvo para quem está aqui. Mas, para quem não está aqui, Cuiabá já é um alvo dessa hospedagem”, afirmou.

Segundo ele, a procura está ligada a uma série de atividades que atraem visitantes para a capital durante todo o ano. Entre elas estão eventos corporativos, shows, feiras, atividades ligadas ao agronegócio, serviços especializados e a própria estrutura administrativa do Estado.

“Cuiabá hoje recebe grandes eventos nacionais. Você tem eventos praticamente todas as semanas. Tem uma área de serviços e de compras muito forte, além do centro político. A Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça e outros órgãos recebem pessoas de várias regiões. É uma cidade que recebe públicos de diferentes setores o tempo todo”, disse.

O empresário citou ainda a concentração de serviços na capital como fator que contribui para o fluxo constante de visitantes. Segundo ele, moradores de municípios do interior frequentemente precisam se deslocar para Cuiabá para resolver demandas relacionadas à saúde, comércio, manutenção de veículos e outras atividades.

A movimentação, de acordo com Bento, fortalece o mercado de hospedagens de curta duração, modalidade em que o imóvel residencial é alugado por períodos que podem variar de um dia a algumas semanas.

“É uma locação de curta temporada. O cliente escolhe se vai ficar um dia, cinco dias ou dez dias. Ele aluga um apartamento residencial em um formato semelhante ao de um hotel, pagando por diárias e utilizando toda a estrutura oferecida pelo empreendimento”, explicou.

Veja entrevista:

O crescimento desse segmento, segundo ele, também está relacionado à popularização de plataformas digitais de hospedagem. Bento lembra que, há poucos anos, ferramentas como Airbnb e Booking ainda eram pouco conhecidas por grande parte dos brasileiros.

“Quando a gente falava em Airbnb e Booking parecia um bicho-papão. Poucas pessoas conheciam isso há quatro ou cinco anos. Hoje, provavelmente muita gente já ficou hospedada em um apartamento em grandes centros e conhece a experiência”, afirmou.

Na avaliação do diretor da Vivart, essa familiaridade facilitou a aceitação do modelo entre investidores, que passaram a enxergar nos imóveis compactos uma alternativa para geração de renda.

“Você mostra para a pessoa o outro lado da moeda. Se ela já utilizou o serviço e gostou da experiência, passa a entender que também pode ser proprietária de uma unidade e participar dessa cadeia de rentabilidade”, disse.

Bento explica que o modelo adotado pela empresa busca atender desde a construção até a operação dos imóveis. Segundo ele, as unidades são entregues mobiliadas e preparadas para locação, enquanto empresas parceiras realizam a gestão das reservas, atendimento aos hóspedes e administração financeira.

“O investidor compra o imóvel e recebe a rentabilidade gerada pela locação sem precisar participar da operação do dia a dia. Toda a gestão fica a cargo de empresas especializadas”, afirmou.

Para o empresário, a combinação entre crescimento econômico de Mato Grosso, aumento da circulação de pessoas e mudanças nos hábitos de hospedagem deve continuar impulsionando a procura por empreendimentos voltados ao short stay nos próximos anos. (Olhar Direto)