Danilo Vilela, irmão de Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, assassinada em dezembro de 2011, comemorou nas redes sociais a prisão de Rogério da Silva Amorim, apontado como mandante do crime, dizendo que a “Justiça estava sendo feita”. O assassino foi preso na manhã de hoje (26), em ação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
“Está aí o cara que falou que matar filho de pobre é igual matar cachorro, não dá nada nesse Brasil. Vai pagar pelo crime que cometeu. Justiça sendo feita”, diz texto da postagem, que tem como imagem de fundo Rogério com as mãos na cabeça, sendo levado pela polícia.
Rogério foi condenado a 20 anos e 3 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após recurso, a pena foi reduzida para 19 anos e 9 meses de prisão, além de 40 dias-multa. O processo transitou em julgado no dia 14 de agosto do ano passado, e o mandado de prisão foi expedido em 7 de novembro.
Conforme o delegado Caio Albuquerque, titular da DHPP, a partir disso Rogério deixou de comparecer ao programa Nova Chance, na Capital, onde fazia acompanhamento judicial, passando à condição de foragido.
Desde a expedição do mandado de prisão, no fim de 2025, equipes da DHPP realizavam buscas para localizar o criminoso.
Em outras postagens, Danilo cobra por Justiça pela irmã. Há uma semana, ele iniciou uma sequência ostensiva de publicações repetidas com o rosto de Rogério, informando que ele estava foragido e divulgando números de contato para denúncias.
Em publicações mais antigas, o familiar destrinchava o caso em carrosséis no Instagram e demonstrava indignação diante da impunidade.
“A família quer saber quando a Justiça nossa vai funcionar. Quando vai mandar Rogério Amorim cumprir sua sentença de 19 anos (…) Até o presente momento só estão empurrando com a barriga”, cobrou em 2024.
Caso Maiana
Maiana desapareceu no dia 21 de dezembro de 2011, após descontar um cheque de R$ 500 em uma agência bancária no CPA II. Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Rogério mandou a adolescente sacar o dinheiro e levá-lo até uma chácara. No local, ela foi rendida e morta por asfixia.
As investigações apontaram que Rogério e Maiana mantinham um relacionamento extraconjugal havia cerca de um ano e estariam vivendo juntos havia cinco meses quando o crime aconteceu.
Segundo o Ministério Público, Rogério contratou Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva por R$ 5 mil para executar o assassinato. Após a morte, o corpo da adolescente foi enterrado em uma cova rasa em uma área de mata no Coxipó do Ouro. Os restos mortais só foram encontrados cinco meses depois.
Paulo Ferreira confessou ter asfixiado a jovem e foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Já Carlos Alexandre foi condenado a 16 anos de prisão por ocultação de cadáver. (Repórter MT)
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