Casos recentes de meningite, incluindo mortes de crianças, acendem o alerta, em Mato Grosso. Entre os municípios com óbitos confirmados em decorrência da doença estão Cuiabá e Sinop (503 km ao Norte).
O cenário levou as prefeituras a reforçarem, junto à população, a importância de se manter o calendário vacinal atualizado como a principal forma de prevenção.
No Estado, até a semana epidemiológica 14 deste ano, período compreendido entre 29 de março e 4 de abril, foram confirmados 24 casos da doença. Há ainda 13 notificações em investigação.
Somente em Cuiabá, dados da Vigilância Epidemiológica apontam a ocorrência de sete casos, entre janeiro e 21 do corrente mês, com dois óbitos.
Como estratégia de prevenção, a Prefeitura irá disponibilizar a vacina contra a doença neste sábado (25), durante o dia “D” de imunização contra a gripe.
No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) frisa que as doses estão disponíveis de forma contínua em todas as 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da Capital, ao longo de todo o ano.
“Mesmo com um número ainda controlado de casos neste início de ano, não podemos relaxar. A meningite pode evoluir rapidamente e causar complicações graves. Por isso, reforçamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta de vacinação atualizada”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon.
Já em Sinop, uma menina de 5 anos e uma adolescente, ambas da mesma família, morreram de meningite, no começo dessa semana.
A garotinha estudava na Escola Municipal Tempo de Infância, que teve as aulas suspensas até a próxima semana para higienização geral.
A menina de 5 anos contraiu a meningite do tipo “B”, sendo que para este tipo de variante não há imunizante disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e a dose custa entre de R$ 700 a R$ 800, na rede particular.
Por meio da assessoria de imprensa, a SMS de Sinop informou que os casos registrados no município estão sob monitoramento contínuo e que não há risco de surto.
Garantiu ainda que as ações de contenção foram adotadas nas primeiras horas após a notificação e seguem sendo eficazes.
O município também realizou busca ativa de pessoas que tiveram contato direto com as pacientes positivadas, além de adotar medidas sanitárias para combater a bactéria causadora da doença, bem como a higienização da unidade escolar e a suspensão temporária das aulas como forma de prevenção.

O QUE É – De acordo com informações das autoridades municipais de Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas.
Também existem formas não infecciosas da doença, associadas a condições como câncer, lúpus, reações a medicamentos ou traumatismos cranianos. As meningites bacterianas são mais comuns nos meses de outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e no verão.
A vacinação é destinada principalmente às crianças, com doses aos 3, 5 e 12 meses, e adolescentes de 11 a 14 anos, que recebem o reforço com a vacina meningocócica ACWY.
A meningocócica C (conjugada) protege contra a doença meningocócica causada pela bactéria Neisseria meningitidis do sorotipo C.
No SUS, a dose é aplicada aos 3 e 5 meses de idade.
Mas, crianças de até 11 meses e 29 dias de idade que não completaram o esquema vacinal podem procurar uma unidade de saúde.
Outro tipo de imunizante é a meningocócica ACWY (conjugada), que é ofertada contra os sorogrupos A, C, W e Y da Neisseria meningitidis.
É aplicada como dose de reforço aos 12 meses de idade (até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade).
O SUS também disponibiliza para adolescentes de 11 a 14 anos como reforço. (Diário de Cuiabá)





