O Núcleo de Justiça 4.0 do Tribunal de Justiça (TJMT) determinou a prisão de 13 faccionados ao Comando Vermelho que atuam no Residencial Isabel Campos, em Várzea Grande, onde a Polícia Civil deflagrou a Operação Ruptura CPX, que apontou a intenção dos criminosos de transformar o bairro em um ‘Complexo’ similar ao Complexo do Alemão no Rio de Janeiro.
Os alvos têm ligação com Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, vulgo ‘MC Mestrão’, um dos cabeças do Comando, bastante entrosado com faccionados do Rio, berço do CV. Além de ‘MC Mestrão’, foi determinada a prisão preventiva de investigados por atuarem na distribuição da drogas, conhecidos como ‘mulas’, ‘gerentes’ de boca de fumo e ‘disciplinas’ que aplicam os ‘salves’.
De acordo com o inquérito, o grupo tem uma organização por funções, desde a parte operacional da logística do tráfico até a parte administrativa, cobrando mensalidades dos faccionados e porcentagens sobre operações bancárias.
A Operação Ruptura CPX foi deflagrada na última terça-feira (31). A investigação é da Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). A receptação de defensivos agrícolas foi o estopim para o inquérito ser aberto. A GCCO identificou que o grupo também era especializado em roubos de carros de luxo e lavagem de dinheiro.
Além disso, havia um núcleo na quadrilha apenas para a preservação do estatuto do CV e sua propagação. Dyoney Wesley Silva Flores, vulgo D.W, investigado por apologia ao crime, tinha essa função.
O bando também dá guarita para foragidos. Um deles é Fabiano Oliveira da Silva, vulgo ‘Zé’, faccionado de alto grau de periculosidade com passagens por homicídio. Ele estava foragido desde 2021. Conheça lista segundo o Olhar Jurídico. (HNT)





