A operação Ruptura CPX da Polícia Civil, que deflagrada no dia 31 de março, revelou que o MC Mestrão arrumava “mocó” para esconder carro roubado e ainda tinha ligação direta com um figurão do CV conhecido como “Batman”, que etsá foragido no Rio de Janeiro (RJ). Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, o MC Mestrão, foi um dos principais alvos da Operação Ruptura CPX, que mirou uma facção criminosa com atuação na região do Residencial Isabel Campos, em Várzea Grande.
De acordo com a polícia, ele, além de fazer apologia ao crime nas músicas, também ajudava na engrenagem, oferecendo esconderijos e participando da negociação de veículos roubados. Em conversas interceptadas, Mestrão aparece tratando da guarda de uma caminhonete roubada, preocupado até com rastreador e com o movimento do local tudo para não dar bandeira.
As investigações apontam que ele tinha acesso à alta cúpula da facção e frequentava até a casa de “Batman”, apontado como conselheiro do Comando Vermelho e atualmente foragido. O imóvel, na Rocinha, seria usado como base de operações de criminosos, inclusive de Mato Grosso.
Mas o MC não agia sozinho. Ao todo, 13 pessoas foram alvos de mandados de prisão.
São eles: Antônio Luciano Galdino Santos, o “Ceará”: apontado como o “disciplina” da área, responsável por coordenar tráfico, armas e aplicar punições; Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, o “MC Mestrão”: propagandista do crime e responsável por logística, incluindo os “mocós”; Joel Aparecido da Silva, o “Pé Fofo”: cuidava da movimentação financeira com contas de terceiros; Sebastião da Silva Junior, o “Federal”: cobrava taxas dos membros da facção; Ana Flávia Garcia do Nascimento: atuava como “mula” no transporte de drogas; Cleomar Alves Garcia, o “Corvo” ou “Gordo”: ligado a roubos e tráfico; Evair Lara Gomes, o “Família”: gerenciava pontos de venda de drogas; Fabiano Oliveira da Silva, o “Zé”: envolvido em crimes graves e foragido; Jefferson Oliveira do Nascimento, o “Jefinho”: atuava em furtos e como intermediário financeiro; Dyoney Wesley Silva Flores, o “D.W”: espalhava regras da facção e incentivava ataques; Ebner Amorim de Brito Júnior: fazia o suporte técnico, monitorando veículos roubados





