‘Não vamos botar o povo numa fria’, diz Pivetta sobre obras do BRT

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“Têm muitas perguntas sem resposta ainda, mas nós não vamos botar o povo de Cuiabá e Mato Grosso numa fria”, declarou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao se referir ao andamento das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande, diante da possibilidade de mudança do modal.

A fala foi feita em entrevista à imprensa na tarde dessa terça-feira (31), na Assembleia Legislativa (ALMT), onde Pivetta tomou posse como governador.

Ocorre que, desde o ano passado, o governo cogita mudar o modal de transporte. A principal alternativa ao BRT seria o BUD (Bonde Urbano Digital) por ser mais moderno e oferecer melhor eficiência no transporte.

Pivetta chegou a conhecer os vagões no período de implementação do modal no estado do Paraná. Posteriormente, o prefeito Abilio Brunini (PL), em visita à China, também incentivou a troca. Em declarações anteriores, o até então governador, Mauro Mendes (União), e o próprio Pivetta não cravaram a decisão, mas destacavam que de fato a mudança estava no radar.

Apesar de já ter sinalizado que o anúncio sobre a escolha do modal ocorreria antes da saída de Mauro, que deixou o cargo para pleitear o Senado nas eleições de 2026, Pivetta voltou a adiar a definição e reforçou que diferentes possibilidades seguem em análise.

Ao ser questionado se a proximidade com o prefeito Abilio poderia favorecer a alternativa defendida pelo liberal, em relação à implantação do BUD, Pivetta afirmou que acompanha o modelo instaurado em Curitiba e que equipes do governo já viajaram à capital paranaense para estudar o desempenho da alternativa ao BRT.

“Essa pauta está na mesa. É um tema latente neste momento […] Uma coisa eu posso dizer para vocês: vai ter USB em todas as poltronas, vai ter wifi, ar-condicionado, estações acessíveis para todas as pessoas, tudo isso eu garanto. Se vai ser bonde, ônibus elétrico, biodiesel ou etanol, tudo pode acontecer”, pontuou.

Vale lembrar que, recentemente, o gestor confirmou que alguns trechos das obras, que ainda não receberam pavimentação, não terão mais o piso rígido de concreto, sendo substituído por asfalto (piso flexível). O objetivo, segundo ele, é acelerar o cronograma e reduzir custos.

Características do BUD

O BUD, a exemplo do modal utilizado em Curitiba, combina características do VLT com o BRT, mas sem trilhos. Ele é guiado no asfalto por indução magnética, alcança até 70 km/h, tem 30 metros de comprimento, ar-condicionado e capacidade para 280 passageiros. (Repórter MT)