O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) apreendeu R$ 43 mil em dinheiro durante a operação Fatura Final, que pendeu 7 criminosos envolvidos em extorsões, ameaças e outros crimes em Sinop e região.
Conforme divulgado pelo Ministério Público (MPE), o grupo coagia as vítimas e exigiam pagamentos de comerciantes em troca de suposta proteção, prática conhecida como “caixinha do comando”.
Ao todo, foram 14 ordens judiciais, sendo 7 mandados de prisão preventiva e 7 de busca e apreensão com objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida em extorsões, ameaças e outros crimes na região norte do Estado.
As ordens judiciais incluem quatro buscas em endereços de investigados em liberdade e 3 dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), onde alvos continuavam coordenando atividades criminosas mesmo presos.
As investigações apontam que o grupo atuava com ameaças, violência e mediação ilegal de conflitos, além de impor punições por meio do chamado “tribunal do crime”.
Segundo o Gaeco, a facção possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre gerentes, disciplinadores, executores, operadores financeiros e intermediadores.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que integrantes presos continuavam participando ativamente das decisões do grupo, determinando punições e repassando ordens para comparsas em liberdade.
A operação foi autorizada pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Sinop, após pedido do Ministério Público, que apontou a necessidade de medidas para frear a atuação criminosa.
Durante as investigações, foram reunidas provas que evidenciam o uso constante de intimidação e violência contra as vítimas.O Ministério Público orienta que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 127 ou 190. (Gazeta Digital)





