Dois médicos foram indiciados nesta segunda-feira (9) por suspeita de homicídio culposo durante uma cirurgia estética que resultou na morte da empresária Jéssica Santiago, no dia 17 de fevereiro em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.
Em depoimento à polícia, os profissionais não falam em erro durante o procedimento e afirmam que a lesão encontrada no corpo da vítima provavelmente foi fruto da pressão durante a reanimação.
O g1 procurou o Conselho Regional de Medicina do estado (CRM-MT), mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Um laudo de exame necroscópico e um laudo pericial complementar apontaram que a causa da morte foi identificada como pneumotórax bilateral provocada por perfuração da parede torácica posterior, ou seja, uma lesão compatível com instrumento cirúrgico usado durante o procedimento estético.
“A análise pericial estabeleceu nexo técnico entre o procedimento cirúrgico e as lesões identificadas, que resultaram em grave comprometimento da função respiratória e, posteriormente, no óbito da paciente”, diz trecho do inquérito.
A investigação é resultado da coleta de depoimentos, requisição de prontuários médicos e documentos hospitalares, bem como a realização de exames periciais pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Diante disso, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que deve analisar as provas e adotar medidas judiciais. (G1 MT)





