O arcebispo de Cuiabá, dom Mário Antonio da Silva, foi nomeado pelo papa Leão XIV para assumir a Arquidiocese de Aparecida, no estado de São Paulo. A decisão marca o encerramento de seu ministério episcopal na capital mato-grossense após quatro anos à frente da Igreja na Baixada Cuiabana. A nomeação ocorre após o papa aceitar o pedido de renúncia de dom Orlando Brandes, que esteve à frente da Arquidiocese de Aparecida por cerca de 10 anos.
A Arquidiocese de Cuiabá recebeu, nesta segunda-feira (2), a mensagem de despedida do arcebispo. Em comunicado direcionado aos presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas e leigos, dom Mário afirmou que seu coração está “profundamente marcado” por este novo tempo e destacou a comunhão vivida com o povo cuiabano. Ele permanece na capital até o mês de abril, quando deve concluir oficialmente sua missão.
Durante sua passagem por Cuiabá, dom Mário conduziu a arquidiocese inspirado em seu lema episcopal, “Testemunhar e Servir”, baseado na passagem bíblica “Vós sois minhas testemunhas” (At 1,8). Em sua despedida, recordou momentos marcantes, como celebrações de sacramentos, ordenações presbiterais, festas de padroeiros e encontros pastorais que fortaleceram a caminhada da Igreja local.
O arcebispo também agradeceu a convivência fraterna com o clero, os seminaristas, a vida consagrada e os leigos, ressaltando o aprendizado e a partilha vividos ao longo dos últimos anos. “Com vocês muito aprendi e vou sentir saudades”, declarou.
Ao se despedir, confiou a Arquidiocese de Cuiabá ao Senhor Bom Jesus e encorajou os fiéis a permanecerem firmes na fé, perseverantes na caridade e alegres na esperança.
Com a nomeação, dom Mário passa a liderar a Arquidiocese de Aparecida, responsável pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, considerado o principal centro de peregrinação católica do país. A Igreja em Cuiabá aguarda agora a definição de um novo administrador até a posse do sucessor.
Trajetória de dom Mário Antonio
Dom Mário Antonio da Silva nasceu em 17 de outubro de 1966, em Itararé (SP), e cresceu em uma família católica, onde desde cedo despertou sua vocação religiosa.
Em 2007, foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus (AM), período em que se destacou pela atuação junto às comunidades eclesiais de base e pela defesa das populações da região amazônica. De 2015 a 2019, foi eleito presidente do Regional Norte 1 da CNBB, que compreende os estados do Amazonas e de Roraima.
No ano de 2015, foi nomeado bispo diocesano de Roraima, onde enfrentou grandes desafios, como a crise migratória decorrente do fluxo de refugiados venezuelanos. Sua liderança pastoral foi essencial na organização de uma resposta humanitária da Igreja, articulando esforços para acolher e assistir milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.
O arcebispo de Cuiabá tem se destacado pela habilidade de dialogar com diversos setores da sociedade, promovendo a paz, a justiça e o bem comum. Sob sua liderança, a Arquidiocese de Cuiabá reforçou o compromisso com a evangelização, a formação de lideranças leigas e a ação social, sempre inspirada pelo Evangelho e pela Doutrina Social da Igreja. (Repórter MT)





