Polícia de MT prende acusado de aliciar mais de 50 crianças em todo Brasil

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Reprodução/PJC

Um homem de 36 anos, apontado como responsável pela criação e uso de perfis falsos em redes sociais para se aproximar de vítimas menores de idade e cometer crimes sexuais, foi preso no sábado (14), em Crateús (CE), em ação coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PJC). A investigações estima mais de 50 vítimas em todo o país.

As investigações tiveram início em abril de 2025, após uma criança de 11 anos, moradora de Alto Araguaia, publicar sem intenção uma imagem íntima em seu perfil no Instagram. O episódio gerou intenso abalo psicológico, além de constrangimento e episódios de bullying no ambiente escolar.

Apesar do cenário traumático, a divulgação acidental fez com que a avó da criança tomasse conhecimento do ocorrido e descobrisse a conversa do neto com o investigado. Diante da gravidade e do risco de novos danos, a avó procurou imediatamente a Delegacia de Alto Araguaia, dando início ao atendimento especializado e à formalização do registro, o que permitiu as primeiras providências investigativas.

Segundo o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, responsável pela investigação do caso, identificaram um perfil predatório do investigado, caracterizado por estratégia de manipulação, pressão psicológica, insistência e escalada de pedidos, com foco na obtenção de conteúdo íntimo.

“A conduta do suspeito revela um modo de agir direcionado a vítimas vulneráveis, explorando ingenuidade, medo, vergonha e o ambiente de aparente ‘segurança’ que as redes sociais costumam transmitir. Após obter a confiança e certa intimidade com as suas vítimas, escondido em vários perfis falsos, o suspeito exigia fotos nuas e práticas libidinosas em troca da promessa de pagamento. Após receber fotos e vídeos dos menores, ele passava a ameaçá-los e chantageá-los”, explicou.

O suspeito chegou a ser alvo de busca e apreensão no dia 27 de janeiro. Com base no material analisado dos equipamentos eletrônicos, foi possível embasar um pedido de prisão preventiva, que foi aceito. Ele será indiciado por guardar conteúdo de pornografia infantil, oferecer ou divulgar esse tipo de material pela internet e induzir criança a se exibir de forma sexualmente explícita. Somadas as penas previstas em lei para esses crimes, ele pode ser condenado de cinco a 13 anos de prisão, além de multa. (Com Assessoria)