O governador Mauro Mendes (União) afirmou que o governo federal precisa controlar as contas públicas e demonstrou preocupação com o crescimento da dívida brasileira, que, segundo ele, pode alcançar R$ 10 trilhões.
Para ele, a trajetória de endividamento coloca em risco o presente e o futuro do país. Sem direcionar críticas, Mauro disse que os números são preocupantes e que a responsabilidade fiscal deve ser prioridade.
“O governo precisa controlar as contas. O governo federal brasileiro, eu não quero aqui criticar A, B ou C, mas existe uma trajetória que está aí. Os números mostram que vamos chegar a 10 trilhões de dívidas. Todos nós vamos pagar essa conta”, declarou.
O governador alertou que, caso não haja mudança de rumo, o país pode enfrentar graves consequências econômicas.
“Se o governo federal desse país não conseguir arrumar uma solução para esse aumento do endividamento, o país, em algum dia, pode quebrar. Não adianta falar que isso não vai acontecer”, afirmou.
Segundo Mauro, países em desenvolvimento que seguiram caminhos semelhantes enfrentaram crises fiscais profundas.
“Isso coloca a nossa trajetória de presente e futuro sob risco. Eu lamento que nós estejamos vivendo essa realidade”, acrescentou.
Juros e impacto
Ao comentar a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15% na primeira reunião do ano, Mauro defendeu a redução da Selic e criticou o histórico de juros elevados no Brasil.
“É necessário. Lamentavelmente, sempre houve essa história no Brasil de que juros altos é para controlar a inflação. A inflação está controlada há muitos anos e o juros está um dos maiores do mundo”, disse.
O governador afirmou que a taxa elevada penaliza tanto o setor público quanto os consumidores.
“Isso penaliza o serviço público, penaliza o cidadão no cartão de crédito, no juro bancário, no financiamento da geladeira, na compra do carro. O juro está embutido, muitas vezes de maneira oculta, naquele preço que todos nós pagamos”, comentou. (Olhar Direto)





