Sérgio Buzo, ciclista natural da Bielorrússia, no Leste Europeu, chegou ao Mato Grosso após percorrer mais de 32 mil quilômetros de bicicleta pelo Brasil desde 2021. Ele já passou por 26 estados brasileiros e o estado era o único que faltava para completar todo o país.
Ele entrou no estado no dia 21 de dezembro e, desde então, vem percorrendo cidades da região de Primavera do Leste e Rondonópolis (215 km ao Sul), com planos de seguir em direção a Nobres, Sinop (500 km ao Norte) e à região do Xingu.
Encantado com o cenário local, Sérgio destaca as belezas naturais de Mato Grosso, especialmente a Chapada dos Guimarães, onde passou por cachoeiras e pontos turísticos.
“Gostei muito das cidades, principalmente da Chapada, pelas cachoeiras. Gostaria de ir ao Pantanal, mas essa época de chuvas não está ajudando”, contou o viajante.
Em entrevista ao Gazeta Digital, o ciclista contou que a ideia inicial era percorrer a América do Sul, mas a pandemia mudou seus planos. “Eu pensei que ficaria no Brasil por 3 ou 6 meses, mas os países fecharam as fronteiras. Aí decidi fazer todo o Brasil”, explicou.
Nos primeiros dois anos e meio, Sérgio cruzou 23 estados, passando pelas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte, chegando até Oiapoque, no Amapá. Em seguida, precisou interromper a viagem para trabalhar no interior do Ceará e juntar dinheiro. Em julho do ano passado, voltou à estrada, pedalando até Manaus, depois Boa Vista e, por fim, Porto Velho (RO), antes de entrar em Mato Grosso.
Encontro com onça na BR-319
Durante a travessia pela BR-319, no Amazonas, Sérgio viveu um dos momentos mais marcantes da viagem: encontrou uma onça na estrada, fato que ganhou destaque em suas redes sociais. “As pessoas começaram a me chamar de ‘cara da onça’ depois disso”, contou.
Apesar do episódio, ele diz não ter medo de encontrar o animal em Mato Grosso. Segundo o ciclista, o risco seria maior caso estivesse no Pantanal, mas, devido ao período de chuvas, ele desistiu de visitar a região neste momento.
Apoio e planejamento
Sem roteiro fixo, o ciclista planeja apenas a rota e os pontos de passagem. O dinheiro para a viagem vem de trabalhos que realiza ao longo do caminho e da ajuda que recebe de pessoas que o acompanham pelas redes sociais.
“Agora, com meu Instagram, muitas pessoas me ajudam aqui no estado. Cada dia é diferente”, afirmou.
Sérgio costuma pedalar por várias horas e, sempre que possível, descansa um ou dois dias em algumas cidades, montando barraca ou hospedado por moradores locais.
A jornada do ciclista estrangeiro chama a atenção por onde passa e transforma a chegada a Mato Grosso em mais um capítulo de uma aventura que já atravessou todo o Brasil. (Gazeta Digital)





