Em apenas 15 dias, foram registradas seis mortes no município de Sorriso (a 398 quilômetros de Cuiabá), sendo cinco delas com envolvimento de facções criminosas. Segundo o delegado da cidade, Bruno França, essa marca é “inaceitável” e a polícia responderá à altura: “Fomos acuados e vamos retaliar da forma mais brutal possível”.
Em um intervalo de poucas horas, duas pessoas foram assassinadas na cidade. A primeira morte foi registrada na noite de quarta-feira (14). Adriano da Conceição Santos, de 21 anos, dono de uma barbearia, foi morto a tiros dentro do próprio estabelecimento.
Durante a madrugada de quinta-feira (15), a designer de sobrancelhas Graziela Cristina da Silva Alves, de 18 anos, foi esfaqueada no pescoço. Ela dormia em um quarto com os irmãos mais novos quando três suspeitos invadiram a casa.
“Há aproximadamente dois anos, a gente teve uma calmaria no número de homicídios e tivemos um número de homicídios não aceitável nessas duas primeiras semanas do ano”, afirmou o delegado durante coletiva de imprensa.
“Nós tivemos dois homicídios, ontem à noite, em Sorriso, uma coisa que não acontecia há algum tempo e, apesar de ainda não termos informações se um está relacionado ao outro, temos convicção de que os dois são relacionados a facções criminosas”, acrescentou.
Segundo o delegado, Graziela não tinha histórico vinculado ao crime, mas toda a dinâmica relatada por testemunhas “comprova, sem nenhuma margem de dúvida, se tratar de um crime ordenado por facção criminosa”.
“Nós, por óbvio, não vamos aceitar uma realidade dessa, de um número alto de homicídios, algo que já ficou para trás na cidade de Sorriso. Eu já conversei com o coronel Jorge Almeida, já falamos com as nossas chefias e estamos traçando um plano de reação para, primeiro, prender os criminosos que cometeram esses crimes e, segundo, restabelecer o estado de ordem que a gente, há muito tempo, vinha se acostumando”, afirmou o delegado.
Retaliação
Para o delegado, as mortes de Adriano e Graziela foram em retaliação a um homicídio anterior.
“Isso que levanta uma certa preocupação, porque não se trata do homicídio básico de organização criminosa, que eles chamam de cabritagem, vender droga, mas existe a possibilidade de que sejam homicídios baseados unicamente na vingança por um ato anterior”, disse.
“E isso, se não for combatido de forma imediata pela força de segurança, pode desencadear uma situação fora de controle, como já vivemos aqui nos anos de 2022 e 2023”, completou. (Midianews)





