Cuiabá fechou dezembro de 2025 com a quarta cesta básica mais cara do Brasil, ao atingir o valor médio de R$ 791,29, após registrar alta de 0,17% em relação a novembro. Os dados constam na análise mensal da cesta básica de alimentos, divulgada em 8 de janeiro de 2026 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Entre novembro e dezembro, cinco dos 13 itens que compõem a cesta apresentaram aumento de preço na capital mato-grossense, com destaque para a batata (16,07%), manteiga (3,39%), carne bovina de primeira (2,13%), pão francês (0,87%) e feijão carioca (0,17%). No mesmo período, produtos como tomate (-13,17%), leite integral (-4,31%) e café em pó (-2,78%) registraram queda. No acumulado desde abril de 2025, a banana lidera as altas (42,42%), seguida pelo pão francês (14,51%) e pelo café em pó (7,42%).
O impacto do encarecimento dos alimentos é sentido diretamente no bolso do trabalhador. Em dezembro, quem recebeu o salário mínimo de R$ 1.518 precisou trabalhar 114 horas e 40 minutos para comprar a cesta básica em Cuiabá. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, 56,35% da renda mensal foi comprometida apenas com alimentação.
Com base no custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família deveria ter sido de R$ 7.106,83 em dezembro, valor 4,68 vezes superior ao salário mínimo vigente, o que evidencia o descompasso entre renda e custo de vida, inclusive em capitais como Cuiabá. (Estadão de MT)





